A gestora de departamento pessoal Luciana é muito preocupada com o bem-estar de seus colaboradores, pois ela pensa que pessoas satisfeitas produzem mais, se enquadram mais na cultura organizacional e conseguem alçar voos mais altos em suas carreiras. Assim sendo, a gestão de benefícios foi a saída encontrada pela profissional para aumentar os índices de satisfação dos funcionários.

Se você é um gestor que pensa da mesma forma que Luciana e também quer implantar essa metodologia no seu negócio, mas não entende muito bem o que é, de fato, a gestão de benefícios, este post é ideal para você.

Vamos explicar o que é a gestão de benefícios e quais são os itens mais oferecidos pelas empresas nesse sentido e apresentar dicas práticas para realizar esse processo nas organizações. Ficou interessado em tudo isso? Então siga conosco e esteja muito bem informado!

O que é gestão de benefícios?

A gestão de benefícios é um conjunto de esforços que o departamento pessoal faz para organizar todos os benefícios oferecidos aos colaboradores que vão além apenas do salário pago pelo trabalho.

Embora seja muito importante, não é apenas o salário que garante a permanência de um funcionário na empresa, de modo que a gestão de benefícios também pode ser útil para a diminuição do turnover, ou seja, a rotatividade de colaboradores nas organizações.

Vale lembrar que nem sempre é preciso fazer grandes investimento para ter um programa de gestão de benefícios. A simples ação de servir café da manhã ou almoço na empresa já é considerada um benefício e que pode fazer a diferença para muitos.

Além disso, podem ser feitas parcerias com empresas de saúde, seguradoras, entre outras, para que a gestão de benefícios ocorra sempre de forma adequada para a organização, sem gastar muito para isso.

Quais são os benefícios mais comuns nas empresas?

Existem alguns benefícios que são obrigatórios nas organizações, como o vale-transporte, as férias remuneradas, o décimo terceiro salário, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e o adicional noturno. No entanto, eles não são suficientes e é preciso ir além, oferecendo itens adicionais que realmente façam a diferença para os colaboradores.

São exemplos de benefícios não obrigatórios que podem ser oferecidos aos colaboradores: o vale-alimentação, o vale-cultura, a assistência médica, os planos odontológicos, as bolsas de estudo, auxílio-creche, entre outros.

Esses benefícios farão com que os funcionários se sintam mais motivados, valorizados pela empresa e, ao mesmo tempo, mais produtivos em suas atividades. Portanto, ao investir em benefícios, você está investindo na manutenção de seu quadro de colaboradores de forma produtiva.

Como fazer a gestão de benefícios nas organizações?

Existem algumas boas práticas que podem ser adotadas para fazer a gestão de benefícios nas organizações. Veja as principais delas nos tópicos a seguir.

Tenha um planejamento eficiente

É bem comum que algumas empresas não tenham planos estruturados de acordo com as necessidades de seus colaboradores, o que acaba gerando erros no momento de escolher os benefícios que serão oferecidos. Esses enganos podem trazer malefícios, como resultados que não vão ao encontro dos desejados.

Se a sua empresa é composta por uma maioria de colaboradores jovens e que ainda não têm filhos, oferecer o auxílio-creche pode não ser a opção mais adequada, por exemplo. Talvez, para esse público, seja mais interessante receber o vale-cultura, que dá desconto para ingressos de cinema e teatro, compra de livros e outras atividades culturais.

Por isso, para fazer uma gestão de benefícios eficiente, é preciso ter um planejamento estratégico, embasado em pesquisas para entender e conhecer melhor o gosto e as necessidades da maioria dos colaboradores da sua empresa.

Faça o controle dos gastos

Embora seja demasiadamente importante para melhorar o relacionamento entre a organização e seus colaboradores, a gestão de benefícios, assim como qualquer outra atividade, precisa ter os gastos controlados.

De tal modo, antes de oferecer determinado tipo de benefício, é recomendado que sejam feitos cálculos para identificar quanto eles vão custar para a empresa e quanto representarão em melhorias para o capital humano, ou seja, no trabalho dos funcionários.

Solicite feedbacks dos colaboradores

Conforme dito anteriormente, é preciso entender os colaboradores e o que eles desejam. Isso justifica a realização de pesquisas de perfil e satisfação dos funcionários, que podem ser feitas bianualmente.

A ideia é, por meio desse instrumento, saber se os benefícios oferecidos estão agradando e também recolher sugestões de outros que podem ser incorporados no pacote, de acordo com os anseios que surgirem com o passar do tempo.

A tecnologia pode ajudar nesse sentido, com aplicativos como o FolhaCerta, que permite a comunicação efetiva entre os gestores e os colaboradores das empresas.

Permita a flexibilização dos benefícios

Uma prática que vem sendo muito adotada pelas empresas é a flexibilização dos benefícios, ou seja, oferecer mais de um pacote, de modo que cada colaborador possa optar pelos itens que mais lhe agradem.

Assim, se alguém não achar necessário ter um plano odontológico, mas julgar interessante uma bolsa de estudos, poderá trocar um benefício pelo outro. Dessa forma, os descontos da folha de pagamento provenientes de benefícios serão feitos de acordo com o interesse de casa pessoa.

Tenha políticas claras

É preciso que a organização seja muito clara com os colaboradores, em relação aos benefícios oferecidos. Exemplo disso pode ser observado nas empresas que fazem a divisão de lucros com os funcionários ou que dão bonificações para aqueles que atingirem metas.

Nesses casos, é relevante que o departamento pessoal divulgue bem como esses processos são realizados, quem são as pessoas premiadas e os motivos para isso. Caso contrário, a estratégia pode ter efeito contrário e desmotivar em vez de motivar os colaboradores.

Conseguiu entender como a gestão de benefícios pode ser importante para a sua empresa? Então agora é só colocar todo o seu aprendizado em prática e garantir que esse método funcione de forma eficaz na sua organização, assim como aconteceu com a nossa amiga Luciana.

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