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Cada vez mais a saúde emocional da população brasileira tem sido discutida. O ambiente de trabalho não poderia ficar fora desse debate, afinal, é onde as pessoas passam grande parte da vida e enfrentam prazeres e preocupações.

Em um cenário de grande competitividade com vagas de trabalho escassas e a pressão da tecnologia que substitui diversas atividades produtivas até então realizadas por humanos, é inevitável que ocorra algum tipo de sofrimento.

Conforme pesquisa internacionalcerca de 72% dos brasileiros apresentam algum sintoma de estresse ou burnout (esgotamento decorrente do trabalho).

Segundo estudo recente, apenas 18% das empresas no País investem em programas de saúde mental. Nem a pandemia de Covid-19, que fez disparar a busca por cuidados emocionais, aumentou a preocupação das organizações.

Desde o início da pandemia, 47% das companhias brasileiras não tomaram providências para melhorar o bem-estar psicológico dos funcionários.

Entre as que tiveram alguma iniciativa, somente 11% das empresas oferecem psicoterapia pelo plano de saúde e 18% contam com psicólogo no próprio local.

Consequências da falta de cuidados

Diversas situações no trabalho são comprovadamente capazes de desencadear um transtorno mental nos colaboradores, como estresse, carga horária elevada, cobrança excessiva, falta de apoio e assédio moral ou sexual.

As consequências são absenteísmo (faltas por vários motivos), presenteísmo (quando o funcionário está presente, mas não consegue se concentrar para realizar suas tarefas), desmotivação, afastamentos e perda de produtividade.

Segundo dados da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, os transtornos mentais são a terceira causa de incapacidade no trabalho no Brasil.

Ainda de acordo com o órgão, reações ao estresse grave no trabalho, transtornos de adaptação, episódios depressivos e ansiedade são responsáveis por 79% dos afastamentos de colaboradores nas corporações.

A depressão é a principal causa de pagamento de auxílio-doença não relacionado a acidentes de trabalho (30,67%), seguido pela ansiedade (17,9%).

Importância da gestão de pessoas

Uma das mais importantes atribuições da área de gestão de pessoas é garantir a saúde mental dos funcionários por meio da criação de um ambiente de trabalho saudável, o que também gera benefícios motivacionais e produtivos.

Ela deve focar em estratégias capazes de construir uma cultura organizacional que proporcione bem-estar psicológico para toda a equipe, além de formar um ambiente onde as pessoas têm orgulho de atuar e prazer em passar o seu dia.

Uma gestão de pessoas eficiente organiza as relações entre as pessoas para que se tratem com respeito apesar das diferenças entre os cargos hierárquicos.

Deve proteger os funcionários de situações importáveis e metas inalcançáveis. Visa conciliar os objetivos da empresa com os do colaborador, de modo que ambos tenham benefícios e sejam contemplados com essa relação trabalhista.

Um ambiente sem hostilidades e que apresenta colaboração, comunicação não-violenta, apoio mútuo, jornada sem excessos, programa de recompensas e cobrança sem exageros só resultam em benefícios para a saúde mental.

Uma empresa organizada e que se preocupa com o bem-estar do trabalhador pode gerar motivação e prazer, do contrário, torna-se danoso para sua saúde.

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